domingo, 4 de março de 2012

homem espetacular,apostolo de nosso SENHOR JESUS!

como os espíritas respiram aliaviados com sua partida......interceda por nós no céu santo frei boaventura kloppenburg



Bispo Dom Frei Boaventura KloppenburgNasceu em Molbergen em Oldenburg na Alemanha, no dia 02 de novembro de 1919. Emigrou para o Brasil em 1924. Formado

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

orientação para catolicos

Hoje a Maçonaria atrai muitos católicos, infelizmente, embora a Igreja proiba que nos tornemos maçons.
Com todo o respeito que devemos a cada pessoa, em face à sua opção, devemos contudo, lembrar aos que querem ser autenticamente católicos, que a filiação à Maçonaria é considerada pela Igreja Católica "pecado grave", já que as concepções de Deus e religião, assim como o processo de iniciação secreta imposto aos novos membros, não se coadunam com as noções do Cristianismo relativos a Deus e aos sacramentos, principalmente.
A Igreja tem uma posição oficial sobre o assunto, que foi feita pelo pronunciamento da Santa Sé em 26/11/1983, por ocasião da promulgação do atual Código de Direito Canônico pelo Papa João Paulo II.
Esta é a Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, que vem assinada pelo seu Prefeito, Cardeal Joseph Ratzinger e pelo Fr. Jérome Hamer, Secretário:
Tem-se perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da Maçonaria pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no código anterior.
Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas.
Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e, por isto, permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas, estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar´se da Sagrada Comunhão.
Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciar-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, pp. 240s).
O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, definida em reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação".
Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983.
É importante notar que a Declaração da Santa Sé afirma que "estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão". Isto é muito sério para os católicos. E é a palavra oficial da Igreja sobre a questão!
O número 386 da Revista "Pergunte e Responderemos", de autoria de D. Estevão Bittencourt, nas páginas 323 a 327, traz um elucidativo artigo sobre o assunto.
Neste artigo D. Estevão, de reconhecida seriedade e competência, teólogo renomado; afirma:
"A Maçonaria professa a concepção de Deus dita "deista", ou seja, a que a razão natural pode atingir; ´ admite "a religião na qual todos os homens estão de acordo, deixando a cada qual as suas opiniões particulares". Esta noção de Deus e de Religião é vaga e não condiz com o pensamente cristão, que reconhece Jesus Cristo e as grandes verdades por Ele reveladas".
"Além disto, tanto a Maçonaria Regular como a Irregular têm seu processo de iniciação secreta. Propõem o aperfeiçoamento ético do homem através da revelação de doutrinas reservadas a poucos e recebidas dos "grandes iniciados" do passado - entre os quais alguns maçons colocam o próprio Jesus Cristo. Celebram também ritos de índole "secreta ou esotérica", que vão sendo manifestados e aplicados aos membros novatos à medida que progridem nos graus de iniciação. "Ora um tal processo de formação contrasta com o que o Cristianismo professa: este não conhece verdades nem ritos reservados a poucos; nada tem de oculto ou esotérico".
Outra razão muito séria que D. Estevão levanta, para mostrar ao católico que não se faça maçom, é esta:
"Ademais, quem se filia a uma sociedade secreta, não pode prever o que lhe acontecerá, o que se lhe pedirá ou imporá; não sabe se lhe será fácil guardar sua liberdade de opções pessoais. Embora tencione manter fidelidade a seus princípios íntimos, pode-se ver em encruzilhadas constrangedoras".
Por outro lado, é preciso lembrar aos católicos que a fé e a doutrina da Igreja é insuperável e completa: herdada dos profetas e dos Apóstolos; revelada por Deus; confirmada pela Tradição dos Santos Padres, Doutores e Santos; confessada pelo sangue dos mártires e guardada pelo Sagrado Magistério. Não é preciso buscar "coisas novas" para alimentar o espírito, uma vez que o próprio Senhor nos oferece a sua Palavra e o seu próprio Corpo na Eucaristia.
O Santo Padre nos outorgou o Catecismo da Igreja Católica, de riqueza inefável, capaz de nos preparar para cumprir aquilo que São Pedro nos pede:
"Estai sempre prontos a responder para a vossa defesa a todo aquele que vos perguntar a razão da vossa esperança" (IPe 3,15).
Antes de buscarmos "coisas novas", e perigosas para a nossa vida espiritual, ou que põem em risco a nossa própria salvação eterna, vamos antes aprender o que devemos, no seio sagrado e puro da nossa Santa Mãe Igreja.
Além do mais é preciso lembrar que a principal virtude do católico é a obediência à Santa Igreja, chamada pelo Papa João XXIII, de Mater et Magistra (Mãe e Mestra).
Quem desejar compreender melhor as razões pelas quais a Igreja, como Mãe cautelosa, proibe os seus filhos de se associarem às lojas maçonicas, poderá ler o livro do Bispo de Novo Hamburgo, D. Boaventura kloppenburg, Igreja
Maçonaria, Ed. Vozes, 2a. Edição, 1995, ou ainda o livro do Bispo Auxiliar de Brasília, D.João Evangelista Martins Terra, sobre o mesmo assunto.
Infelizmente, em desobediência à Igreja, alguns no passado, até mesmo do clero, se associaram à Maçonaria, no intuito, às vezes, de serem úteis à sociedade, mas isto nunca foi permitido pela Igreja.




terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MARIA SANTÍSSIMA

Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor!
Faça-se em mim segundo a tua palavra”
.
(Lc 1, 38)


Que é dogma?

Dogma é uma afirmação doutrinal precisa que a Igreja definiu de forma solene [ii], ou seja, é uma verdade revelada por Deus, definida pela Igreja Católica, mais precisamente pelo Magistério da Igreja, na qual se deve crer.

Neste caso, se diz que o Papa fala ex cathedra, isto é, como Pastor e Mestre dos cristãos, em virtude da autoridade suprema que tem como Vigário de Cristo e Cabeça Visível da Igreja. Nessa qualidade, goza de infalibilidade em matéria de fé e de costumes, bem como o corpo episcopal quando este exerce seu magistério em união com o Pontífice, sobretudo em um Concílio Ecumênico.

Assim, dogma é uma verdade absoluta e inquestionável, revelada por Deus, que não pode ser revogada, devendo todo católico aceitá-la, dar sua adesão irrevogável de fé, do contrário é considerado herege. Ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC) [iii] que:

O Magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária. (CIC, 88)

De fato, os dogmas são como alimento na condução da vivência espiritual; são luzes que iluminam e apontam ao verdadeiro caminho: Deus.

A Igreja Católica proclama a existência de 43 dogmas, subdivididos em 8 categorias diferentes [iv], conforme se vê:

Dogmas sobre Deus
Dogmas sobre Jesus Cristo
Dogmas sobre a criação do mundo
Dogmas sobre o ser humano
Dogmas marianos
Dogmas sobre o Papa e a Igreja
Dogmas sobre os sacramentos
Dogmas sobre as últimas coisas (Escatologia)

Neste texto, farei uma breve análise sobre os Dogmas Marianos.

Dogmas marianos

Os Dogmas Marianos são verdades sobre a Virgem Maria, especificamente relacionados à sua missão e estão definidos em quatro: Maternidade Divina (Maria Mãe de Deus); Virgindade Perpétua; Imaculada Conceição; e Assunção.

1º Dogma: MATERNIDADE DIVINA = MARIA MÃE DE DEUS

Este Dogma foi solenemente proclamado pelo Concílio de Éfeso (3º ecumênico), em 431, fundamentado em Lc 1, 30-35; 41-43 e teve por finalidade definir a Maternidade divina de Maria. Durante o Concílio, a Virgem Maria recebeu o título de ‘Théotokos’ (Mãe de Deus).

Maria foi escolhida para ser a Mãe de Jesus Cristo e nós sabemos que Jesus tem duas naturezas: a divina e a humana, porém há uma só Pessoa: a divina. O Dogma da Divindade de Jesus (Jesus é Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai) já tinha sido proclamado no 1º Concílio de Nicéia (1º ecumênico), em 325, que condenou o Arianismo como heresia. Esta doutrina, defendida por Ário, ensinava que Jesus não era Deus. Dalí surgiu o “Símbolo Niceno”.

Mesmo depois do 1º Concílio de Constantinopla (2º Ecumênico), em 381, que reafirmou as definições daquele Concílio sobre a divindade de Jesus e declarou a divindade do Espírito Santo, o Arianismo e o Macedonismo ganharam novos seguidores. Este último, defendido por Macedônio, ensinava que o Espírito Santo não era Deus, mas “criatura” de Deus. Desse Concílio surgiu o novo Símbolo “Niceno-Constantinopolitano”.

Porém, Nestório, Patriarca de Constantinopla, acreditava que Jesus tivesse duas naturezas, mas constituindo duas Pessoas: a Pessoa divina e a Pessoa humana. Então, negou que a Virgem Maria fosse Mãe de Deus, pois para ele Maria seria apenas Mãe do “homem” Jesus Cristo.

Diante da doutrina defendida por Nestório (Nestorianismo), o Papa São Celestino convocou o Concílio de Éfeso (431), o qual condenou-a como heresia, tendo a Igreja definido que Maria é Mãe de Deus, por ter engravidado por obra do Espírito Santo e dado à luz a Jesus Cristo. Portanto, Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus porque é Mãe de Jesus, que é Deus, consequentemente, é Mãe da Igreja e nossa Mãe. A Igreja afirma este Dogma desde sempre e o definiu solenemente, sendo seu grande defendor São Cirilo, Bispo de Alexandria, representante do Papa no Concílio.

Atribui-se ao Papa São Celestino a introdução da segunda parte da Oração Ave-Maria [v]: Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte!

O Concílio Vaticano II menciona esta verdade com as seguintes palavras: "Desde os tempos mais antigos, a Bem Aventurada Virgem é honrada com o título de Mãe de Deus, e cujo amparo os fiéis dão com suas súplicas em todos seus perigos e necessidades" (Constituição Dogmática Lumen Gentium ‘LG’, 66) [vi].

2º Dogma: VIRGINDADE PERPÉTUA

Este Dogma refere-se a que Maria, Mãe de Deus, foi Virgem antes, durante e perpetuamente depois do parto, ou seja, conservou plena e perpetuamente sua Virgindade e está fundamentado em Mt 1, 18-20.

Isso se explica porque Jesus foi concebido no seio da Virgem Maria pelo poder do Espírito Santo, sem a intervenção humana: “O Espírito Santo descerá sobre ti” (Lc 1, 35). Jesus é Filho de Deus, segundo a natureza divina, e Filho de Maria, segundo a natureza humana, mas propriamente Filho de Deus nas duas naturezas, havendo Nele uma só Pessoa: a divina (CIC, 496-498; 503).

Essa doutrina já estava dogmatizada desde o cristianismo primitivo e o Papa Paulo IV reafirmou-a na Constituição Cum Quorundam, de 07.08.1555, no Concílio de Trento (1545-1563), a qual expunha a virgindade de Nossa Senhora não apenas em aspecto moral, mas em sentido pleno e perpétuo. Aliás, esse concílio foi convocado pelo Papa Paulo III e, devido às guerras, teve a longa duração de 18 anos; seu objetivo maior foi assegurar a unidade da fé.

A liturgia da Igreja celebra Maria como a 'Aeiparthenos' (Sempre-Virgem) (CIC, 499) e o Concílio Vaticano II diz: "Esta é a Virgem que conceberá e dará à luz um Filho, cujo nome será Emanuel" (LG, 55).

3º Dogma: IMACULADA CONCEIÇÃO

Este Dogma foi proclamado pelo Papa Pio IX, em 08 de dezembro de 1854, na Bula Ineffabilis Deus e consiste em que a Virgem Maria foi preservada imune da mancha do pecado original, desde o primeiro instante de sua concepção, pela graça de Deus, conforme se vê declarado, pronunciado e definido:

A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha do pecado original. (CIC, 491)

Isso quer dizer que Maria foi concebida sem pecado, visto que o próprio Espírito Santo a modelou, e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida, preservada de qualquer concupiscência, ou seja, em nenhum momento ela perdeu a graça de Deus. Ela foi a primeira redimida por Cristo, foi salva antes mesmo que Jesus nascesse, pois Deus quis que a encarnação fosse precedida pela aceitação daquela que era predestinada a ser Mãe de Jesus (LG, 56).

Ao dar o seu “sim” (Lc 1, 38), respondendo com “obediência de fé”, Maria livremente abraçou a vontade de Deus, consagrando-se totalmente como serva do Senhor à pessoa e obra de Jesus Cristo, servindo sob Ele e com Ele. Para poder dar o consentimento na palavra divina era preciso que ela fosse totalmente movida pela graça de Deus (CIC, 490-494). Desta maneira, com livre fé e obediência, ela coopera com a salvação humana, como afirmam os Santos Padres.

4º Dogma: ASSUNÇÃO

Este Dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, em 1º de novembro de 1950, na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus e consiste em que a Mãe de Deus, Imaculada e sempre Virgem, cumprido o curso de sua vida terrena foi assunta em corpo e alma à glória celestial, ou seja, foi levada de corpo e alma pelos anjos de Deus, conforme declarado, pronunciado e definido no § 44: “A imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial.” [vii]

Ressalte-se que a Virgem Maria foi assunta ao céu imediatamente após finalizar sua vida terrena, com todas as qualidades próprias dos corpos gloriosos, não tendo seu Corpo sofrido nenhuma corrupção, conforme se depreende:

A Imaculada Virgem, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E, para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo. (LG 59)

Finalmente, o Catecismo da Igreja Católica ressalta: "A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos demais cristãos” (CIC, 966).

Títulos de Nossa Senhora

O Concílio Vaticano II enumera os seguintes títulos invocados à Bem Aventurada Virgem Maria (LG 62): Advogada, Auxiliadora, Adjutriz, Medianeira.

minha fé


 Creio em um só Deus  Pai Todo-Poderoso,
Criador do Céu e da Terra;
de todas as coisas visíveis e invisíveis. 
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado,
consubstancial ao Pai.  Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação,
desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. 
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras,
e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. 
E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a Vida e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou aos profetas. 
Creio na igreja una, santa, católica e apostólica.
Professo em um só batismo para remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém!
 

chega de mentira!


"Não teria eu vivido em outro corpo, ou em outra parte qualquer, antes de entrar no ventre de minha mãe?”('Confissões', I, cap. VI).

A Verdade: Em traduções diretas do latim, encontra-se: “E antes deste tempo, que era eu, minha doçura, meu Deus? Existi, porventura, em qualquer parte, ou era acaso alguém. Não tenho quem me responda, nem meu pai, nem minha mãe, nem a experiência dos outros, nem minha memória. (...)[não há nenhuma alusão à entrada no ventre]”?
(Confissões, da coleção “Os Pensadores”, vol. 6, Abril Cultural, 1973).

Vemos aí que houve má fé no texto do livro de Jayme Andrade, que repete versões inglesas onde se lê: “Was I, indeed, anywhere, or anybody? “[Estava eu, na verdade, em qualquer lugar, ou alguém?],o que mostra uma má tradução errada do termo “anybody”.

Estas duas versões têm sutis e cruciais diferenças: a primeira, do livro de Jayme é claramente reencarnacionista, ao passo que a segunda, não o é, mostrando tratar-se pura e simplesmente de um reles questionamento quanto a preexistência.

Santo Agostinho no trecho imediatamente antes, esclarece a dúvida quando questiona: “dizei se a minha infância sucedeu a outra idade já morta ou se tal idade foi a que levei no seio da minha mãe?”. Esta dúvida sempre acompanhou santo Agostinho, que nunca se definiu como a favor ou contra a existência da alma antes do nascimento, preferindo assumir sua ignorância quanto à origem da alma:

“Pois você [Vincêncio Vítor] não apenas caluniou com sua censura os que são afligidos com a mesma ignorância sob a qual eu próprio estou penando, quero dizer, no que diz respeito à origem da alma humana (apesar de eu não ser absolutamente ignorante mesmo quanto a esse ponto, pois sei que Deus soprou a face do primeiro homem, e tal “homem então se tornou alma vivente” [Gn 2,7]”. ( Da Alma e Sua Origem, Livro IV, cap. III)

Ao contrário do herege Orígenes, que teve seus ensinamentos condenados pela Igreja, santo Agostinho jamais fomentou a reencarnação. A discordância entre ele e Orígenes fica patente numa carta a Optatus:

“Pois é impossível que sustentes a opinião de Orígenes, Prisciliano e outros hereges que, por causa dos atos cometido numa vida anterior, as almas são confinadas em corpos mortais e terrenos. Esta opinião é, na verdade, categoricamente contradita pelo o que o apóstolo de Jacó e Esaú que, antes de terem nascido, não cometeram nem o bem, nem o mal [Rom 9,11]." (Nota: Esta carta aparece como sendo a 144ª da coletânea de Jerônimo, que teria, na verdade, uma versão simplificada dela.)

J.R. Chaves no seu “Reencarnação na Bíblia e na Ciência”, cap. VI até traz uma versão correta do texto de “Confissões”, de santo Agostinho, que sugere pré-existência, mas jamais reencarnação da alma. J.R. Chaves, militante do espiritismo, não perdeu tempo em também sapecar outra lorota, dizia:

“Santo Agostinho morreu em 430, ou seja, 123 anos antes de V Concílio Ecumênico de Constantinopla II (553), o qual, supostamente, teria condenado a reencarnação.”

Resposta: Pura calúnia! Santo Agostinho, mais de 123 anos antes de 553, já condenava o origenismo e suas almas que trocam de corpos, afinal fora contemporâneo à primeira crise origenista. Como vimos acima, ele questionava a pré-existência da alma, mas sempre adotou a vida única em estado mortal. Chaves deveria saber disso, pois um autor usado por ele – William Walker Atkinson, em “A Reencarnação e a Lei do Carma”, p. 47; uma página após falar de Justino – já falava da oposição de santo Agostinho ao origenismo.

E assim eles vão caluniando em favor da heresia do espiritismo, porque o Diabo é o pai da mentira.

O fato de os primeiros teólogos terem agido com tanta veemência na rejeição da reencarnação, pode ser tomado como sinal de que algum grupo ou seita um dia a aceitou, afinal a pagã cultura grega em que os primeiros cristãos estavam imersos admitia essa heresia que os ensinamentos de Jesus condenou.

“Está determinado que os homens morram uma só vez e logo em seguida o juízo.” (Hebreus 9,27). Você acredita em Deus ou nos espíritas?

Eis a verdadeira diretriz da Igreja para aqueles que estão no pecado grave que é o espiritismo:

"Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro externo, como verdadeiros hereges e fautores de heresias, e não podem ser admitidos à recepção dos sacramentos, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de fé". (1ª Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (1953) in: Frei Boaventura Kloppenburg OFM "Espiritismo: Orientação para Católicos", 6a. edição, Ed. Loyola, cap.VII, p. 157)


MARIA SANTÍSSIMA

O Dogma da Imaculada Conceição estabelece que Maria foi concebida sem mancha de pecado original. O dogma foi proclamado pelo Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1854, na Bula Ineffabilis Deus.
"Declaramos, pronunciamos y definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, foi por singular graça e privilégio de Deus onipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original, foi revelada por Deus, portanto, deve ser firme e constantemente crida por todos os fiéis."